19 abril 2010

Coleção de poemas/poesias


Saiu em fevereiro, em Portugal, pela editora WAF (world art friends, um segmento da Editora Corpus, da cidade do Porto) meu primeiro livro. Sim, é um livro só meu, contendo cerca de 40 poesias ou poemas.

O livro se chama "Trova e trovoada", título que tanto dá nome aos últimos versos (que falam sobre fazer amor quando há uma tempestatde do lado de fora) como também remete ao trovadorismo (que influenciou alguns versos) e ao meu fascínio pelo trovão. Fascínio esse que funciona quase como uma identificação pessoal.

Enfim, aproveitando a iniciativa da WAF de promover novos autores dentro de um contexto chamado Ministério da Poesia, fui um dos 50 selecionados entre os mais de 350 autores. Para tanto, contei com versos escritos em dois momentos da minha vida: um foi há 5 anos atrás quando vivenciava um momento de luto e reestruturação (no livro chamado de "Invasão") e outro há 2 anos atrás quando passava por um momento de adaptação à estrutura (no livro chamado de "Instalação)".

Assim, cada uma das poesias ou poemas circula por anotações de aulas de psicologia, recados que enviaria para alguém e entradas no meu diário, dando um caráter biográfico e íntimo para o livro, quase como se me despisse diante do leitor (na verdade, a intenção era justamente o contrário, a idéia era me vestir de símbolos diante de mim mesmo).

A edição do livro foi feita por mim mesmo, cabendo a diagramação do mesmo a própria editora. O livro pode ser encontrado em algumas livrarias de Portugal e pode ser encomendado pela Fnac. Também está disponível para download no site da editora que o publicou.

Um adendo importante é a arte da capa e da contra-capa, feita por Pedro Brondi, com quem trabalhei no gibi "Pork à procura de si mesmo", no site Pork Comics e, em breve, em muitos outros projetos lgiados a quadrinhos e livros ilsutrados.

05 abril 2010

Quem são os Nazgûl?







Escravos dos Nove Anéis que Sauron forjou para os Homens junto com os ferreiros de Eregion, durante o ano de 1500 Segunda Era do Sol em Arda, os nazgûl formam o máximo em poder e horror no exército de Sauron. Os Espectros do Anel, como também são chamados, correspondem a liderança das tropas de Mordor vestidos como Cavaleiros Negros. Cavaleiros estets que oram cavalgam cavalos negros e amaldiçoados, ora "cavalgam" uma criatura alada distorcida e deformada: o falcão do inferno.



Tudo isso é bem conhecido. A dúvida mesmo fica por conta de quem são os nazgûl e tudo o que o "Senhor dos anéis" nos informa é que são Homens corrompidos pelo poder dos Anéis de Poder. Homens gananciosos por riqueza, poder e longevidade, que se deixaram seduzir pelos tais "nove para Homens mortais, fadados ao eterno sono", dos quais falam os conhecidos versos. E esse nove, por sua vez, estavam subjugados pelo famoso "um anel para todos governar, um anel para encontrá-los, um anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los".



Mais do que isso, ficamos sabendo que seus corpos definharam e suas almas se distorceram, aprisionados por Sauron e suas falsas promessas. E sabemos também, através dos "Contos inacabados de Númenor e da Terra Média" que o segundo nazgûl em comando se chama Khamûl, a "sombra do leste" (na língua negra dos orcs), que tem esse nome graças ao fato de ele provavelmente ter sido um membro do povo Balchoth que habitava a região outrora conhecida como Hithlum. É Khamûl quem assume o ataque dos outros nazgûl quando o Rei dos Bruxos cai na Batalha de Pelennor.



E quem é esse tal de Rei dos Bruxos? Ele é o Senhor dos Nazgûl, o Capitão Negro, A Sombra de Morgul. Seu título de Rei se deve primeiro ao reino de Angmar, nas Montanhas Cinzentas, onde trouxe caos e destruição para o Norte, até fugir para Mordor, ao Sul. Logo depois, seu reinado de horror retornou em Dol Guldur, trazendo maldições para a Floresta das Trevas. E seu título de bruxo se deve as artes de feitiçaria e bruxaria que praticava, que espalhava e que ensinava onde quer que estivesse para os homens de coração negro.



Mas nem só por isso o Rei dos Bruxos tinha esse título, afinal, ele, assim como os outros nazgûl, foram homens de poder enquanto vivos. Homens que ocupavam papéis importantes na sociedade em que viviam. E possivelmente, o Rei dos Bruxos teria sido um homem de Númenor. Talvez, até um rei. Mas então, que rei seria esse? Como ninguém soube? É aqui que começa minha investigação., meu ensaio. Penso que se eu consegui levantar uma teoria satisfatória sobre Tom Bombadil o resto é fácil. E atendendo ao pedido de um amigo, me proponho a destrinhcar um outra teoria incomum sobre a obra de Tolkien.



Pois bem, é sabido (conforme exposto acima) que os anéis de poder surgiram por volta do ano 1500 da Segunda Era. Porém, a sombra de Sauron só caiu sobre Númenor por volta de 1800. Como eram necessários dezenas de anos (ou até mesmo séculos, caso de anões, hobbits e tatlvez um númenoreano) para ser totalmente corrompido pelo poder de um anel mágico e se submeter a vontade Sauron, os nazgûl só foram surgir abertamente no ano de 2251. Com isso, o que temos até agora? Temos que Sauron necessitou pairar sua sombra sobre Númenor, antes de conquistar espaço e confiança o suficiente para encontrar um númenoreano que aceitasse um anel de poder. Mais ainda, foi necessário esperar um bom tempo até que o escolhido se definhasse ao ponto de se tornar um Espectro do Anel e se revelar para a Terra Média. A menos, é claro, que Sauron rapidamente encontrasse um númenoreano ambicioso e facilmente sucetível a corrupção (o que, convenhamos, não era algo difícil de se achar). E também temos a possibilidade de Sauron não ter esperado que o númenoreano se definhasse totalmente até revelá-los em todo o seu poder. Com isso, temos de fato um margem de cerca de 400 anos entre um homem ser escolhido e se tornar um Cavaleiro Negro.



Mas qual númenoreano poderia ser o Rei dos Bruxos? Se pensarmos que foi um rei de Númenor nossas opções de reis para aquela margem de tempo são Tar-Minastir, Tar-Ciryatan e Tar-Atanamir. Para facilitar um pouco as coisas para nós, podemos descartar Tar-Minastir sem problema algum por dois motivos: primeiro, a data em que entregou seu cetro e a data de sua morte são muito longe do surgimento dos nazgûl e muito próximas da chega da sombra de Sauron à Númenor; o segundo e mais consistente motivo é o fato de ter enviado uma esquadra para auxiliar Gil-Glad na primeira guerra contra Sauron.



Sobra nos agora apenas duas opções (a menos que consideremos que a inveja de Minastir pelos elfos e o fato de ter morrido ainda de posse do cetro como marcas de Sauron sobre si). A primeira delas é Tar-Ciryatan, que governou do ano 1869 até o ano 2029, um tempo bem propício para aprovar nossa teoria de que um rei númenoreano seria o Rei dos Bruxos. Outros pontos que corroboram os fatos é que Ciryatan tomou o cetro de seu pai a força e era tão sedento por riqueza e tão poderoso que oprimia os homens da Terra Média em troca de pedras e metais preciosos, de forma a construir uma gigantesca esquadra naval. Acredita-se que ele seja a primeira manifestação da sombra de Sauron contra a paz de Númenor.Então, eis que nos deparamos com Tar-Atanamir, o Grande.



Atanamir nasceu em 1800 e reinou de 2029 até 2221 (lembrando, sempre, que númenoreanos vivem muito mais que um homem comum, graças a linhagem élfica e a escolha de seu ancestral Elros, irmão de Elrond). Durante esse reinado de 192 anos, Atanamir cobrou uma elevada tributação dos homens das costas da Terra Média, mostrando-se ainda mais ganancioso que seu pai. E mostrou-se também mais orgulhoso, quando declarou abertamente seu ódio para com os elfos e seu desejo para que os Valar se afastassem da vida dos númenoreanos. Além de Grande, Atanamir ganhou a alcunha de Petinaz, uma vez que morreu antes de entregar o cetro, já que recusava-se a deixar de reinar ou mesmo a morrer, fazendo dele uma boa opção para o Rei dos Bruxos.



Uma terceira opção, não levantada anteriormente, seria Tar-Ancalimon, que governou até 2386. Claro que essa opção só será possível se acreditarmos que Ancalimon se tornou o Rei dos Bruxos ainda antes de definhar completamente. Ou se pensarmos que o Rei dos Bruxos não se manifestou junto com os outros nazgûl. De qualquer forma, Ancalimon se mostra uma boa opção quando pensamos na cisão que ele criou entre os homens que tinham amizade pelos elfos e homens que o seguiam na luta contra tudo o que fosse de origem élfica. Tal separação originaria, mais tarde, os portos de Umbar (para os númenoreanos) e de Pelargir (para os númenoreanos Fiéis aos Valar).



Como resolver essa dúvida? Bem, ao meu ver a resposta se encontra espalhada entre o "Silmarillion", "o Senhor dos anéis" e o décimo segundo (e último) volume da série "History of Middle Earth", o "The peoples of Middel Earth". Bem, a primeira coisa seria descartar todas as opções acima citadas. Porquê? ora, porque nenhum rei númenoriano forjou a própria morte ou teve seu corpo desaparecido. Logo, nenhum rei númenoriano foi o Rei dos Bruxos. E isso torna todo o texto escrito até agora inútil? De forma alguma, ele serve como suporte para apoiar um teoria.



A teoria de que o Rei dos Bruxos não era um propriamente um rei, mas um dos homens do rei. Ou seja, um homem influente, como Sauron desejava, mas que não chamasse a atenção. E quem poderia ter sido esse homem? A respostat virá com o entendimento dos elementos surgidos a partir da cisão entre Númenor e os Valar, e da criação do porto de Umbar.



Com o "Silmarillion" e o "Senhor dos anéis", ficamos sabendo que antes da queda de Númenor, alguns númenorianos, mas tarde conhecidos como númenorianos negros, migraram para Umbar e lá regeram os homens, migrando novamente depois para o Sul, para Harad. Entre os númenorianos negros mais famosos está o poderoso mensageiro Boca de Sauron, só para termos uma idéia do que estamos falando.



Pois bem, quando vasculhamos o "The peoples of Middle Earth", encontramos textos incabados por Tolkien ou textos rejeitados por Tolkein mas acolhidos por seu filho e editor Christopher. Entre esses textos, encontramos um chamado "The new shadow", que trata de eventos ocorridos 220 anos depois do "Senhor dos anéis". O breve conto seria uma novela de suspense que serviria como continuação apra a história da Terra Média, mas Tolkien acreditava que novas histórias de medo não poderiam mais ser contadas nos tempos de paz.



E o que isso tem a ver com nossa teoria? Tem a ver que nessa história descobrimos que uma espécie de seita "satânica" conhecida como Árvore Negra, cultuava as forças opostas aos Valar e aos ideais de Gondor (ou seja, aos ideais de Eldarion, filho de Aragorn, de linhagem de númenor e amigo dos elfos). Estamos chegando perto agora, não é? Creio que para concluir só falta uma referência: o nome mais invocado pela Árvore Negra, em segredo, é o nome de Herumor (o "Senhor escuro" em quenya, a língua mais nobre dos elfos e que continuou sendo usada em Númenor por medo, mesmo depois de declarado o ódio pelo povo élfico).



Para quem não sabe ou não ligou as pontas, Herumor é um númenoriano negro que aportou em Umbar e foi se unir aos haradrin, ainda durante o reinado de Tar-Ancalimon, embora seja bem provável que ele já vivesse desde o início do reinado de Tar-Atanamir. Por conta disso, não é à toa que os haradin apoiaram Sauron e o reino de Mordor, vizinho do reino de Harad.






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01 abril 2010

Islandia (ou: O país do Sigur Rós)


Quando se ouve Sigur Rós, é fácil pensar em como a paisagem solitária da Islândia influenciou as composições da banda. O inverno longo e rigoroso que torna tudo tão quieto dá o clima perfeito para as canções do álbum "( )". O desejo para que o sol nasça (mesmo que sua luz sempre esteja na vertical e dure tão pouco) motivam canções como as do disco "Von" (especialmente "Dögun", "Lei ad lífi", "Myrkur", "18 sekúndur fyrir sólarupprás" e "Hafsól") e a "Glósóli". As rajadas de vento e os vapores de tanta atividade vulcânica explicam perfeitamentet porque o disco "Ágaetis byrjun" foi considerado um disco sobre a própria Islândia.

Não à toa, encontramos um documentário do Sigur Rós chamado "Heima" ("em casa") onde eles tocam pelas pequenas e coloridas cidades do país. Também não é à toa que encontramos músicas da banda com o nome de "Fljótavík" ( o nome de um lugar da Islândia). Aliás, é a mesma explicação para músicas como "Starálfur"(sobre os elfos do país), "Flugufrelsarinn" (sobrer o mar, as baleias e os insetos do país), "Ára bátur" (sobre os barcos do país) e"Ilgressi" (sobre outra localidade do país).

Aliás, penso que músicas como "Hún Jörd" falem sobre essa conexão da banda com a o país (geológico e mitológico), bem como todo o disco "Med sud í eyrum vid spilum endalaust" trata sobre o verão do país. Talvez, aí esteja a razão para que a banda prefira cantatr em islandês (e fazer parcerias com islandeses): porque a Islândia permeia o Sigur Rós.

E qual a resposta disso? Bem, o Sigur Rós permeia a Islândia, também. Estando lá, você encontra CDs, cartões postais e camisetas do Sigur Rós em qualquer livraria, em lojas de souvenires e até em postos de gasolina de beira de estrada bem longe da capital (ônibus estes que estão tocando Sigur Rós no rádio). Você anda por Reykjavík e vê placas que levam até Álafóss (o estúdio da banda). Você vê as casas e lembra do video-clipe de "Hoppíppolla", você viaja e vê as paisagens dos video-clipe de "Svefn'g'englar", "Vidrar vel til loftárása" e "Glósóli". Mais ainda, você descobre histórias como as contadas em "Heysátan".

E se as a aurora boreau não convencer que o som etéreo, lendo e mágico do Sigur Rós só poderia vir de um país como a Islândia, que tal ver com os próprios olhos lugares como Gamla Börg, onde foi gravada a versão acústica de "Von" e que serve de capa para o EP "Heim"? Ou então, visitar a própria estação Hlemmur, que dá nome ao documentário cuja trilha sonora foi compsota pela banda?

24 fevereiro 2010

Islândia (ou: Terra - Média)


É sabido que as inspirações de Tolkien para permeearem suas obras sobre a Terra-Média vem dos lugares mais diversos, como sua história pessoal, um pouco de cultura grega, célticas e algumas palavras bastante folclore germânico. Mas, provavelmente, as maiores referências são encontradas na mitologia nórdica. Não é a toa que ao lançamento do "Hobbit" em tradução para a língua islandesa, Tolkien Afirmou que não haveria melhor língua para se ler aquele livro. Afinal, o nome Beorn é exatamente a palavra islandesa Bjorn, Que significa Urso. Aliás, é incrível como Beorn se assemelha aos guerreiros Berserkers da cultura nórdica. E não pára por aí.

O principal compêndios de mitologia islandesa (provavelmente nórdica e) São livros assim chamados "Edda". Você pode encontrar o "Edda em versos" (ou "Edda Antigo"), que são poemas rimados encontrados, coletados e editados pelo historiador Snorri Sturluson ainda no século XIII, contando as histórias dos deuses e dos heróis da Islândia. Da Criação uma destruição do mundo, das aventuras bem humoradas dos deuses às tragédias dos heróis, das navegações maravilhosas aos Reinado Estratégicos, muita coisa de toda a história islandesa está lá. E você também pode encontrar o "Edda em prosa" (ou "Edda novo"), escrito pelo mesmo Snorri Sturluson, deuses Descrevendo, personagens, contos folclóricos, lugares míticos, artefatos mágicos e por aí vai.

Aonde quero chegar falando desse tal "Edda"? Fácil responder. Basicamente, o nome de todos os anões do "Hobbit" (e de quase todos os anões da obra de Tolkien) são nomes de Anões encontrados no "Edda". O nome é de Gandalf e ncontrado não "Edda", assim como de outros personagens de importância reduzida. Falando em anões, deuses como raças, anões, elfos, humanos, trolls e dragões são encontradas no "Edda", além de espadas mágicas, maleficos anéis, guerras épicas, tempestades, Selvagens espíritos, fantasmas, profecias e muito mais.

Pois bem, passeando pela Islândia, você pode encontrar pedras gigantescas que são, na verdade, trolls que se transformaram em pedra com a luz do sol, ou casas perdidas e vales e até cidades inteiras nas montanhas que servem de moradia para elfos, fendas ou escuras e frias, ou dragões adormecidos com lagos, montanhas ou túmulos de pedras em Ruinas, ou, ou restos de histórias de bravos guerreiros, feiticeiros e poderosos, ou os vulcões, que nunca podem ser esquecidos quando falamos da Islândia.
Isso sem falar que na mitologia nórdica, a islândia e toda a terra é chamada de Midgard, ou, Terra-Média na língua dos elfos e anões da Islândia (lá, muitos também falam a língua comum, ou inglês). Não bastasse isso, só Restava afirmar que a foto acima é de um lugar chamado Montanhas Azuis. Então, se a Islândia não for realmente a Terra-Média, não consigo imaginar qual lugar seja.

27 dezembro 2009

Jonsi: o coração do Sigur Rós


Jón þór Birgisson (þór lê-se como "Thor", sim, é o nome do deus nórdico dos trovões) é o vocalista e guitarrista do Sigur Rós. Mais conhecido como Jonsi, não faz muito tempo que ele teve boas aulas para tocar guitarra, não à toa nos primeiros álbuns da banda (especialmente no primeiro, "Von") o que ouvimos de guitarra é apenas distorção e efeitos, deixando os acordes e arpejos para o baixo. E foi dessa forma que Jonsi desenvolveu sua técnica (nem tão original quanto se imagina) de tocar guitarra com um arco de cello e efeito de eco nos pedais. Não que ele saiba tocar cello, claro, mas foi um presente do colega de banda Kjartan (com quem formou sua primeira e premiada banda hyppie-punk: Beespiders) que ganhou um cello quando, na verdade, queria um violino.

Mas estamos indo depressa, antes de tocar no Beespider e usar cabelo comprido, roupas largas e óculos coloridos, Jonsi nasceu. E ele nasceu no dia 23 de abril de 1975, na capital da Islândia, Reykjavík. Nasceu, aliás, cegou de um olho, como o deus nórdico Oðinn (pai de Thor). Só depois de nascer é que foi descobrir seu gosto por David Bowie e Iron Maiden (e muito mais tarde, moderadamente pelo Smashing Pumpkins). Então, como se vê, se Kjartan trouxe a música erudita para o Sigur Rós, foi Jonsi quem antes definiu que esta seria uma banda de rock.

E também foi Jonsi quem levaria elementos eletrônicos para os álbuns do Sigur Rós, afinal, além de fazer participações especiais em músicas de bandas como Hafler Trio, Dip e Dirty-box sob o pseudônimo de Mono, Jonsi também teve um projeto solo que envolviam metais e instrumentos eletrônicos, sob o famoso pseudônimo de Frakkur. Chegou inclusive a fazer uma bela apresentação em 2004 e gravou três álbuns de música ambiente (intitulados "Pling-pong", "Songs for the little boy" e "Toyboy"), que nunca foram oficialmente lançados, apenas caíram na rede misteriosamente no ano passado.

Porém, mais ainda do que a instrumentação característica ou o falsete em uma língua inventada por ele (o "volenska", um série de vocábulos inspirados no islandês que Jonsi usa para cantar em muitas canções), o nome e a arte do Sigur Rós também devem a seu membro mais famoso e de cabelo mais arrepiado. Sim, pois Sigur Rós é o nome da irmã caçula de Jonsi que nasceu no mesmo dia em que a banda foi formada. E já que estamos falando de crianças, os temas infantis e a presença de imagens infantis são por conta do apreço de Jonsi a essa fase inocente, alegre e desprotegida da vida. Inlusive, embora muitas das imagens dos álbuns do Sigur Rós sejam obra de Alex Sommers (guitarrista da banda Parachutes, namorado e colaborador de Jonsi no projeto musical e artístico intitulado "Riceboy sleeps"), algumas outras imagens são de obra do próprio de Jonsi.

Agora, dia 22 de março desse próximo ano, veremos surgir o primeiro álbum solo de Jonsi (usando esse nome mesmo, e não Frakkur, como se esperava): "Go". O álbum é mais acústico e repleto de arranjos de cordas e tem a maioria das músicas cantadas em inglês (uma língua que durante muito tempo foi difícil para Jonsi, mas que depois do último disco do Sigur Rós ele começou a dominar bem mais). A primeira faixa dessa obra (que interromperá por uns meses a produção do próximo álbum da banda) já pode ser ouvida com seus ruídos e uma voz mais grave. Chama-se "Lilikoi boy" e mostra porque Jonsi é o coração (e não a voz) de qualquer projeto em que tocar seu dedo de Midas.

05 dezembro 2009

"O hobbit 2": mais do mesmo (?)






Comemorando, atraso, o primeiro aniversário desse novo formato do blog, resolvi retomar um dos meus primeiros posts aqui. Agora, ao invés de apontar os problemas que "O hobbit" causou na obra e na Terra-média de Tolkien, quero mostrar que as ligações entre esse livro e o "Senhor dos anéis" são maiores do que julga sua vã filosofia. E não estou me referindo as ligações encontradas nos apêndices ou nos "Contos inacabados". Me refiro a como Tolkien levou ao pé da letra o pedido de seu editor para que, em 1937, escrevesse um 'novo "Hobbit"'.



Se quando Tolkein releu e revisou o "Hobbit" para a publicação da "Sociedade do anel" ele sentiu vontade de reescrever todo o seu primeiro livro novamente, penso que um dos motivos que o levou a desistir pode ser o fato de que ela já havia feito isso. Sim, minha idéia é justamente essa: mostrar como os dois livros se parecem, muito mais do que a presença de hobbits como protagonistas lidando com anéis mágicos e orcs a serviço da força das trevas. E digo isso embasado na minha recente (e sétima) leitura do "Hobbit" (já "O senhor dos anéis" só li seis vezes, sendo a última no ano passado, mas muita coisa ainda está fresca na mente, graças a ajuda dos filmes).



Tomemos como ponto de partida e, consequentemente, ponto principal, a estrutura da história dos livros. "O hobbit" começa no Condado, quando um pacato hobbit se vê envolvido em uma missão que não é sua graças ao mago Gandalf. Ele parte em um grupo com anões e, logo de cara, enfrenta um grupo de monstros (no caso, trolls). Logo depois, acaba na casa de Elrond, em Valfenda, e de lá parte para as Montanhas Sombrias, onde enfrenta orcs a mando do Necromante (que depois descubriríamos ser Sauron).



Ainda está me acompanhando? Pois bem, de posse do Anel, o grupo sai da morada dos monstros e encontra um lugar amigo que os recebe (a casa de Beorn), que fica a beira de uma floresta. E depois de atravessarem a floresta chegam a um reino de humanos. De lá, parte para o fim da jornada (a perdida Montanha Solitária, onde vive o vilão da história, o dragão Smaug, que é morto por um personagem secundário em uma passagem que mal é mostrada). Então, o livro e a história poderiam acabar aí, mas uma surpresa aguarda os leitores nos capítulos finais do livro: o hobbit se vê envolvido em uma guerra por tesouros e territórios, onde as mais diferentes raças se reúnem.



"O hobbit" acaba com Bilbo (o protagonista, diga-se de passagem) confortavelmente em casa. Mas ficamos sabendo que 60 anos se passaram e o Anel encontrado trouxe problemas ao mundo, graças ao retorno de Sauron (aquele Necromante citado acima), seu legítimo dono que se sentiu roubado (igual ao Gollum, antigo portador do Anel antes de Bilbo). E é aí que começa "O senhor dos anéis", cuja história pode ser contada seguinte forma:



Um pacato hobbit do Condado se vê em uma missão que não é sua graças ao mago Gandalf. Ele parte em grupo, que mais tarde teria um anão, e logo de cara, enfrenta um grupo de monstros (no caso, Nâzgul, mas ele passa bem perto de onde estavam os trolls). Logo depois, ele acaba na casa de Elrond, em Valfenda, e de lá parte para Moria (nas Montanhas Sombrias), onde enfrenta orcs a mando de Sauron, e um dos personagens (Gandalf) enfrenta sozinho uma criatura das profundezas (dessa vez, um Balrog, e não o Gollum).



Por fim, o grupo sai da morada dos monstros e encontra um lugar amigo que os recebe na floresta de Lothlórien (bem perto da Floresta das Trevas, onde acontece o "Hobbit"). E depois de atravessarem a floresta (e se separarem) uma parte do grupo chega a um reino de humanos (Rohan) enquanto outra parte para o final da jornada, até a solitária Montanha da Perdição, em Mordor, onde vive o vilão da história, Sauron, que é morto em uma passagem sequer mostrada). Então, o livro e a história poderiam acabar por aí, mas uma surpresa aguarda os leitores nos capítulos finais do livro: o hobbit se vê envolvido em uma guerra por tesouros e territórios, onde raças diferentes se unem (uma passagem, aliás, que se eu ainda não escrevi nada sobre ela no blog, em breve escreverei, e que inclui um vilão sendo morto por um personagem secundário).



"O senhor dos anéis" acaba com Sam, um dos hobbits protagonistas, confortavelmente em casa. E depois ficamos sabendo que muita coisa aconteceu em seu futuro, mas isso não vem ao caso, o que vem ao acaso é que o jogo de luz e sombra, como aponta o ilustrador Alan Lee, é praticamente o mesmo, e da mesma forma, na duas obras. Agora, se isso não basta para convencê-los, meus caros, que tal analisar o fato de Gandalf ficar aparecendo e sumindo ao longo do dois livros? Sim, tanto no "Hobbit" como no "Senhor dos anéis", Gandalf some no início da aventura para procurar informações e enfrentar o vilão(o necromante no "Hobbit" e Saruman no "Senhor dos anéis")) e depois re-aparece em Valfenda, para sumir novamente na saída das Montanhas Solitárias ao enfrentar um vilão (o Necromante no "Hobbit" e o balrog no "Senhor dos anéis"), para, finalmente, ressurgir com força total e com importância decisiva nas batalhas junto ao reino dos homens.



E isso, de alguma forma, tira a magia do "Senhor dos anéis" ou de Tolkien? Não, de forma alguma. Isso é apenas uma porta de interpretação aberta, como a porta de Moria (no "Senhor dos anéis") ou a porta da Montanha Solitária (no "Hobbit"), que ambas estão fechadas, cabe ao intruso sentar na frente e aguardar a resposta ocasional de como abri-la.

11 novembro 2009

Breve, novo site no ar



É com orgulho que anuncio que em breve um novo blog meu estará operando. Um blog voltado só para divulgação de minhas obras literárias. Até lá, é com uma honra maior ainda que anuncio um no site no ar: Pork Comics.

Se você clicar no link http://www.porkcomics.com.br/ você verá um logotipo (muito pesquisado pelos autores e melhor ainda realziado pelo ilustrador) e lembretes de papel anunciando aos autores e aos leitores o que ainda falta ser feito.

E o que é Pork Comics? É um site destinado a divulgar o personagem Pork (atualmente em processo de registro de direitos autorais), seus amigos (incluindo Gal, que se parece muito comigo) e suas histórias (incluindo a primeira, em fase final de produção e em busca de editoras).

Certo, e quem é Pork? Um porco vegetariano, de humor ácido e tiradas sarcásticas, que tem um palpite pessismista e caótico sobre tudo, criado pelo designer gráfico Pedro Brondi, como hobbie. Mas o que era hobbie de charges e cartoons, se tornou uma graphic novel com roteiros meus que envolvem mitologia grega, conflitos no Oriente Médio, epidemias virais e psicologia barata.

Mais do que isso, o que era para ser um projeto divertido se tornou um trabalho sério a ser apresentado como um tese de conclusão de curso, um novo site no ar e, ainda, tirinhas do jornal da minha cidade e entrevistas na televisão.

Para saber mais, leia meu blog com regularidade, visite o Pork Comics e o blog quadrilandia.blogspot.com e ria bastante.